17

JUN

Pelo admin
 
O economista falava durante um seminário sob oportunidades de negócio na Guiné-Bissau, que decorreu na vila portuguesa de Sintra, organizado pela Associação de Solidariedade e Apoio à Comunidade Guineense em Portugal.

Eduardo Fernandes advertiu, no entanto, que não pode ser apenas a castanha de caju a sustentar a economia da Guiné-Bissau, “porque isso torna o país vulnerável às oscilações bruscas do mercado”, pelo que convidou os empresários portugueses a investirem no seu país.

Fernandes explicou em pormenor o plano económico que o governo da Guiné-Bissau apresentou na mesa-redonda de Bruxelas para a próxima década e identificou as quatro áreas de investimento prioritário – agricultura/agro-indústria, pescas, turismo e exploração mineira.

Falando do sector agrícola, o consultor disse que a Guiné-Bissau precisa de começar a introduzir valor na cadeia de produção da castanha de caju, nomeadamente através tanto do processamento primário como secundário, ao invés de ser enviado em bruto para a Índia.

Relativamente às pescas, Eduardo Fernandes disse ser desejo do governo da Guiné-Bissau a constituição de uma frota, que tanto pode ser nacional como em parceria, para substituir o actual sistema que se limita à venda de licenças de pesca a armadores estrangeiros.

O encarregado da embaixada guineense em Portugal, Mbala Fernandes, salientou a “estabilidade política” que a Guiné-Bissau atingiu, a “confiança dos credores internacionais”, como se comprovou na reunião de dadores de Março último, que disponibilizou ajudas de 1,3 mil milhões de euros e as “relações afectivas entre portugueses e guineenses.”


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